Alerta: uma em cada duas crianças está acima do peso em SP

07/11/2018 às 11:11:52 176 visualizações

A maioria das crianças da região metropolitana de São Paulo está acima do peso, quase não pratica atividade física e tem péssimos hábitos alimentares, com alto consumo de sódio e gordura e baixa ingestão de nutrientes essenciais para o desenvolvimento, como cálcio, vitaminas A, C, D, E e ferro. Os resultados da pesquisa The Infant and Kids Study (IKS), realizado pelo Ibope a pedido da Nestlé, confirmam a tendência apontada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de que até 2025  a obesidade e o sobrepeso infantil deverão atingir aproximadamente 75 milhões de crianças no mundo e preocupa especialistas. 

“O que é mais trágico e preocupante é o fato de que crianças estão obesas porque há um grande risco disso se perpetuar na vida adulta. A obesidade é uma das poucas doenças que existem que tem o efeito ‘tracking’ ou seja, o risco de uma doença que acontece na infância e/ou na adolescência se perpetuar para o resto da vida. E esse risco é de aproximadamente 50%. Ou seja, a obesidade é atualmente o principal problema de saúde pública não só do Brasil, mas do mundo inteiro.”, afirma Raphael Liberatore, pediatra e endocrinologista da USP de Ribeirão Preto.

Hábitos alimentares e comportamentais ruins

O levantamento, realizado com 1.000 crianças com idade entre 0 e 12 anos, de todas as classes sociais na região metropolitana de São Paulo, mostrou que uma em cada duas crianças está acima do peso. Dessas, 13% estão com sobrepeso e 33% obesas. Um dos possíveis motivos para isso são os péssimos hábitos alimentares associado a uma alta taxa de sedentarismo.

Outros dados do estudo mostram que 33% das crianças acima de quatro anos consomem mais gordura e 70% mais sódio do que a recomendação diária nas refeições. Além disso, metade das crianças é sedentária, especialmente antes dos 5 anos de idade, onde o índice pode chegar aos 90%. O tempo gasto em frente à TV pode explicar esse fato, já que 54% das crianças passam mais de quatro horas por dia em frente à telinha – TV, computador ou videogame -, mais que o dobro das duas horas recomendadas. Esse índice atinge  75% das crianças com idade entre sete e doze anos.

A hora das refeições também é impactada por este comportamento: cerca de 30% das crianças de 1 a 4 anos comem assistindo televisão, lendo, estudando ou jogando videogame no mínimo 4 vezes por semana. Este número dobra a partir dos 4 anos, chegando a 65% nas crianças de 9 a 12 anos.

“A questão é muito familiar. O comportamento infantil é um reflexo do que as crianças observam em casa com os pais, que dedicam cada vez mais tempo à televisão, celular e computador. Não podemos responsabilizar apenas a tecnologia, mas devemos ter atenção, uma vez que ela pode influenciar no desenvolvimento físico, social e comportamental de crianças e adolescentes”, afirma a psicóloga e pedagoga Elizabeth Monteiro.

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